29/12/2011 13:24
Investimentos públicos representam 2,5% do PIB
Comunicado nº 126,
divulgado nesta quinta, analisa o comportamento dos investimentos públicos
desde 1995
A taxa de investimento das administrações públicas – governos federal, estadual
e municipal – evoluiu de seu patamar mais baixo do período pós-real, 1,5% do
PIB, registrado em 2003, para o recorde de 2,9%, resultado de 2010. Atualmente,
segundo projeções preliminares, esse índice está próximo a 2,5%.
O cálculo, feito pela
Coordenação de Finanças Públicas da Diretoria de Estudos e Políticas
Macroeconômicas (CFP/DIMAC) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
foi apresentado nesta quinta-feira, 29, durante a coletiva pública doComunicado
do Ipea nº 126 – Como anda o investimento público no Brasil?, que
contou com a participação do coordenador da CFP, Claudio Hamilton, e da chefe
da Assessoria Técnica da Presidência do Ipea, Luciana Acioly.
A partir de 2004, o PIB
cresceu muito, e os investimentos públicos evoluíram mais rapidamente que no
período anterior, de 1995 a 2003, em que a taxa estava em queda devido, entre
outros fatores, ao forte arrocho fiscal promovido no primeiro ano do governo de
Luiz Inácio Lula da Silva.
Os investimentos feitos
pela União estão em constante crescimento. Em contrapartida, há um decréscimo
dos investimentos feitos pelos governos estadual e municipal. “Isso faz com que
a União esteja participando das administrações públicas gerais de forma mais
expressiva”, disse Hamilton.
O coordenador apontou
que as oscilações se dão porque os investimentos aumentam muito em anos
eleitorais e caem bastante em anos pós-eleitorais. “Os gastos aumentam no
último ano, e a nova administração encontra contas estouradas, o que exige
corte de gastos e de investimentos”, completou.
Em 2011, os indícios de
queda na taxa são atribuídos, basicamente, à contenção de gastos frente à crise
econômica mundial, e o que “contribui na mesma direção é a prioridade
orçamentária dada ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, afirmou o
coordenador de Finanças Públicas.
Limitações
Hamilton salientou algumas dificuldades para se mensurar os valores obtidos. Segundo ele, restos a pagar não processados dificultam apuração das contas nacionais, em administrações estaduais e municipais, pois são empenhados débitos orçados em gestões anteriores. Outro fator é a defasagem temporal da publicização da formação bruta de capital fixo (FBCF). O índice referente aos anos de 2007, 2008 e 2009 foi divulgado em novembro deste ano. Os dados de 2010, de acordo com o coordenador, “na melhor das hipóteses, serão divulgados em 2012”.
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