ONU: os principais desafios do
milênio
De todos os desafios de nosso tempo, garantir a segurança alimentar é primordial, afirma o presidente da Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser no artigo a seguir
A experiência
mostra que a cooperação Sul-Sul e a triangular, apoiadas por um adequado
financiamento, são ferramentas cruciais para dar resposta aos desafios de
desenvolvimento de nosso tempo. A cooperação Sul-Sul apenas complementa, não
substitui a Norte-Sul. Todas estas associações são pertinentes diante dos
desafios da economia global e do desenvolvimento sustentável.
E, de todos os
desafios, garantir a segurança alimentar é primordial. Quase 925 milhões de
pessoas em todo o mundo vão dormir com fome todas as noites, e a grande maioria
está no Sul do planeta. A comunidade internacional foi capaz de reduzir
consideravelmente esses números, mas há muito por fazer nos próximos anos.
Nossa resolução para observar criticamente as estratégias contra a insegurança
alimentar demonstrará nossa solidariedade com essas populações vulneráveis.
As observações
da Organização das Nações Unidas (ONU) em matéria de desenvolvimento
sustentável, incluindo a mudança climática, a biodiversidade e a
desertificação, deixam claro que devemos ser mais vigilantes. Precisamos
ampliar a busca de soluções inovadoras e sustentáveis para a insegurança
alimentar.
Para isto,
podemos compartilhar lições aprendidas e espalhar estratégias e tecnologias de
sucesso no Sul para, entre outras coisas:
1. Melhorar a produtividade agrícola;
2. Elevar a proteção social e reforçar a resiliência dos mais vulneráveis;
3. Administrar os ecossistemas frágeis;
4. Melhorar a nutrição;
5. Combater as enfermidades.
Estes enfoques deveriam contribuir para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, cujo prazo terminará em 2015. Também teremos que atender a produção de energias renováveis e modelos de agronegócio que funcionem para colocar alimento suficiente à mesa. Muitos países do Sul tiraram milhões e milhões de pessoas da pobreza extrema e da fome.
1. Melhorar a produtividade agrícola;
2. Elevar a proteção social e reforçar a resiliência dos mais vulneráveis;
3. Administrar os ecossistemas frágeis;
4. Melhorar a nutrição;
5. Combater as enfermidades.
Estes enfoques deveriam contribuir para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, cujo prazo terminará em 2015. Também teremos que atender a produção de energias renováveis e modelos de agronegócio que funcionem para colocar alimento suficiente à mesa. Muitos países do Sul tiraram milhões e milhões de pessoas da pobreza extrema e da fome.
Essas nações têm
à sua disposição suficientes conhecimento e capacidade técnica que podem ser
usados para melhorar intercâmbios Sul-Sul de informação, experiências e
técnicas com a visão de elevar a produtividade agrícola e ampliar a
distribuição de alimentos para beneficiar mais populações.
Por exemplo, a
Aliança Mundial de Terras Áridas – Associados pela Segurança Alimentar busca
fortalecer a cooperação entre as nações de territórios secos e desenvolver
soluções inovadoras e melhores práticas que possam ser compartilhadas
amplamente com países de todo o mundo.
Outro exemplo é
o Grande Muro Verde da União Africana, cujo fim é plantar um corredor de
árvores através do continente, do Senegal no oeste até Djibuti no leste, para
dar respostas simultâneas a problemas ambientais e de pobreza, como degradação
e erosão dos solos e avanço da desertificação.
Tais iniciativas
foram concebidas para apoiar e complementar esforços a fim de conseguir os ODM,
especialmente o primeiro, erradicar a extrema pobreza e a fome, e o sétimo,
assegurar a sustentabilidade ambiental.
Com a
solidariedade Sul-Sul podemos aprender com os países que estão reformando leis
consuetudinárias e práticas para que as mulheres tenham igual acesso à terra e
a outros bens produtivos que contribuem para a segurança alimentar. Assim, as
mulheres ocuparão o lugar que lhes cabe por direito nas sociedades.
O investimento
em pesquisa agrícola é outra área importante da cooperação Sul-Sul, que pode
ajudar a financiar melhor os estudos sobre cultivos tropicais dos quais
dependem milhões e milhões de pobres.
Os acordos entre
instituições agrícolas líderes do Sul global seriam um grande passo adiante no
fortalecimento das capacidades nacionais para alimentar seus cidadãos,
incrementar sua produção e participar das cadeias de fornecimento agroalimentar
criadas para dar resposta à crescente demanda por alimentos de populações em
rápido crescimento.
Como presidente
da Assembleia Geral da ONU, tenho o compromisso de promover a cooperação
Sul-Sul e triangular como uma parte importante de uma unificada associação
global. Apenas tal associação, baseada no diálogo aberto e no mútuo
entendimento, pode conseguir uma ação coletiva eficaz em um mundo globalizado e
interdependente.
* O autor é embaixador do Catar e atual presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Direitos exclusivos IPS.
Fonte: Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(Terramérica)
* O autor é embaixador do Catar e atual presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Direitos exclusivos IPS.
Fonte: Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(Terramérica)
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