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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Educação


14/10/2011 10h22 - Atualizado em 14/10/2011 10h22

Governo negocia com empresas concessão de bolsas no exterior

Informação é do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.
Programa prevê 100 mil bolsas, das quais 25 mil custeadas por empresas.

Do G1, em Brasília


O ministro Aloizio Mercadante durante entrevista em programa de rádio (Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)
O ministro Aloizio Mercadante durante entrevista em
programa de rádio (Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse nesta sexta-feira (14), durante o programa “Bom Dia Ministro”, que a presidente Dilma Rousseff está negociando a participação de lideranças empresariais no programa Ciência Sem Fronteira, que prevê aconcessão de 100 mil bolsas de estudo no exterior.
O governo vai conceder 75 mil bolsas e as outras 25 mil serão custeadas por empresas. O orçamento do programa é de mais de R$ 3 bilhões.
Conforme o ministro, instituições como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), além de empresas nacionais – Petrobras e Vale – e internacionais – Portugal Telecom –, devem investir no programa.
" A presidenta tem conversado com várias lideranças empresariais, para que as empresas cheguem a 100 mil bolsas, ou seja, que 25 mil bolsas sejam ofertadas pelas empresas. [...] Inclusive empresas internacionais estão entrando fortemente no programa, ajudando a pagar as taxas no exterior, oferencendo estágio para os alunos. Então nós vamos divulgar no momento oportuno tudo que nós alcançamos também com a participação da iniciativa privada", disse o ministro durante o programa.
Para Mercadante, o investimento em educação vai ajudar o desenvolvimento do país. "Eu diria que isso é investimento no futuro. [...] Nós precisamos avançar em direção à sociedade do conhecimento, nós precisamos olhar para o setor da economia portador de futuro. [...] Essa formação dessa inteligência de internacionalizar a pesquisa, a ciência brasileira vai ajudar o Brasil a se preparar para a economia do conhecimento”, disse o ministro.
O ministro ressaltou que as empresas brasileiras investem pouco na área de tecnologia quando comparadas às economias desenvolvidas.
Tablets
O ministro disse ainda, durante o programa, que o Brasil já começa a se preparar para o ensino digitalizado e destacou que cinco fábricas estão produzindo tablets com conteúdo nacional. Em agosto, ele havia dito que o governo recebeu pedido de 25 empresas interessadas em usufruir dos benefícios fiscais.
Nesta quinta (13), o governo oficializou a isenção de PIS e Cofins para tablets produzidos no Brasil. A Foxconn - maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo - condicionava o início da produção no país à concessão de incentivos fiscais que já eram oferecidos para outros produtos de informática. Com a medida de redução de impostos, os preços dos tablets devem cair mais de 30%, de acordo com o Ministério das Comunicações.
Semana Nacional
Outro tema tratado no “Bom Dia Ministro” foi a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que aborda o tema “Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Prevenção de Risco”. A ideia do ministério é que os assuntos sejam discutidos no âmbito escolar.
“Queremos envolver a juventude, especialmente as escolas públicas neste trabalho de compreender que o clima está se alterando, que os extremos climáticos estão se agravando. No caso do Brasil, nós não temos tsunamis, não temos furacão, não temos terremoto, mas são chuvas intensas”, disse o ministro Aloizio Mercadante.

domingo, 7 de agosto de 2011

Educação - criação de novas Universidades Federais

Investimento em educação

Dilma vai criar pelo menos quatro novas universidades federais

Publicada em 06/08/2011 às 10h43m
Demétrio Weber (demetrio@bsb.oglobo.com.br)06/08/11

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff anuncia, nos próximos dias, a criação de novas universidades federais. O Ministério da Educação (MEC) está finalizando a proposta, que detalhará o valor global do investimento e a localização das instituições. Em conversas com reitores, o ministro Fernando Haddad já teria mencionado a intenção de erguer pelo menos quatro novas universidades, mas o número pode ser ligeiramente maior.



A expansão da rede federal de ensino superior foi precedida de um levantamento, em todo país, da oferta de vagas em faculdades públicas. Esse número foi comparado com o tamanho da população. Pará, Ceará e Bahia estão entre os estados que deverão ser escolhidos para sediar as novas universidades. Santa Catarina é outro que pode aparecer na lista.

O MEC informa que a proposta está em fase de elaboração, mas não fornece detalhes. No ministério, fala-se que o anúncio das novas instituções deverá ocorrer no próximo dia 16. Além de criar universidades, o governo deverá lançar novos campi em instituições já existentes. A expansão dará continuidade ao projeto iniciado no governo Lula, que criou 14 universidades - algumas delas a partir de desmembramentos ou da federalização de instituições já existentes.

O vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Alvaro Prata, diz que a ampliação da rede federal está em estudo no MEC. Segundo ele, o ministro já conversou com diferentes reitores:

- O governo tem uma proposta de seguir a expansão das universidades. E está se baseando no número de alunos, na oferta de instituições públicas e federais por habitante - conta Prata, que é reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O mapeamento da oferta pública, segundo ele, identificou que há a necessidade de uma nova federal em Santa Catarina: precisamente em Blumenau, no Vale do Itajaí. Prata diz que foi sondado pelo ministério para saber se a UFSC teria condições de abrir um novo campus na região. Segundo o reitor, porém, a universidade está empenhada em consolidar três campi já em funcionamento, além da sede em Florianópolis. Por isso, não teria como bancar mais um.

O vice-presidente da Andifes defende tanto a criação de novas universidades quanto a liberação de mais verbas para as atuais 59 instituições federais em funcionamento:

- Entendemos que a expansão das universidades não está terminada. É preciso dar sequência a esse projeto. As universidades existentes precisam ter condições de consolidar a expansão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/05/dilma-vai-criar-pelo-menos-quatro-novas-universidades-federais-925075625.asp#ixzz1UOzcu9MM
 
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