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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sistema de Indicadores de Engenharia

20/12/2011 - 10h42

USP lança Sistema de Indicadores de Engenharia

Agência Fapesp


O Observatório de Inovação e Competitividade (OIC), vinculado ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), lançou o Sistema de Indicadores de Engenharia.
O EngenhariaData pode ser acessado pela internet e tem como objetivo fornecer a pesquisadores, gestores públicos, empresas e instituições de ciência, tecnologia e inovação dados sobre a formação e o mercado de trabalho em engenharia, visando subsidiar as atividades de planejamento e gestão de políticas públicas destinadas ao aumento das atividades de inovação, com vistas a ampliar a competitividade do Brasil.
“Queremos ajudar a dar um pouco de racionalidade ao debate atual sobre escassez de engenheiros, ofertar mais dados. A engenharia vive um momento interessante, ganhou status de discussão pública”, disse Mario Salerno, professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da USP, que também é coordenador do OIC e do projeto do EngenhariaData.
O EngenhariaData tem cinco classes de indicadores: Formação; Mercado de Trabalho; Produção Científica; Pesquisa e Desenvolvimento; Empresas de Serviços de Engenharia.
O projeto também conta com 150 séries disponíveis para download e cinco serviços: Indicadores, Engenharia em Debate, Estudos OIC, Biblioteca e Eventos.
De acordo com os pesquisadores do OIC, a partir das primeiras análises dos dados houve um aumento de 91% no número de formados no ensino superior por 10 mil habitantes nos últimos dez anos.
O ensino de engenharia seguiu as mesmas tendências dos demais cursos superiores no que se refere a número de matrículas, concluintes e evasão, contrariando a ideia geral de que muitos estudantes de engenharia abandonam o curso.
O número de concluintes dobrou em 10 anos, e a ociosidade de vagas ocorre mais na rede privada de ensino superior. Segundo a análise, a indústria de transformação estaria impulsionando o crescimento de vagas na área. No entanto, os salários dos engenheiros cresceram pouco entre 2000 e 2009.
De acordo com os criadores do projeto, ao longo de 2012 serão feitas ampliações e melhorias no sistema. Além das informações estatísticas sobre a engenharia no país e no mundo, o sistema do OIC hospedará documentos, tais como análises sobre as séries levantadas e comparações internacionais, produzidos por seus pesquisadores e por outros que tenham escrito sobre o assunto e autorizem a divulgação.
Mais informações: http://engenhariadata.com.br

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ceará possui 1,5 milhão de pessoas vivendo na mais extrema pobreza


Estudo do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), da Universidade Federal do Ceará (UFC) aponta quadro de desigualdades no Ceará e aponta ações públicas para minimizar o problema. Estudo completo no site do LEPhttp://www.caen.ufc.br/~lep/


Ceará é o terceiro estado com maior índice de pobreza extrema



Segundo estudo do Laboratório de Estudos da Pobreza, o Ceará possui 1,5 milhão de pessoas vivendo na mais extrema pobreza. Isso significa que a cada cinco cearenses, um encontra-se em situação de miséria.


O Ceará possui 1,5 milhão de pessoas vivendo na mais extrema pobreza, o que significa que de cada cinco pessoas, uma encontra-se na miséria no Estado. O município cearense com o maior número de pessoas nessa situação é Granja, com 48% de sua população de 50 mil habitantes vivendo na extrema pobreza.

O Ceará só fica atrás da Bahia que possui 2,4 milhões de pessoas vivendo na miséria e do Maranhão, com 1,7 milhão de habitantes na extrema pobreza.

Os dados foram divulgados ontem durante a apresentação do relatório “Elementos para um Plano de Erradicação da Miséria no Ceará”, produzido pelo Laboratório de Estudos da Pobreza (Lep) do curso de pós-graduação em Economia do CAEN.

No Ceará, a população alvo da pesquisa ganha em média R$ 70/per capita, ou seja, vive com R$ 2 por dia. Carlos manso, coordenador de pesquisa do Lep e um dos autores do trabalho, explica que o relatório, o 11º produzido pelo laboratório, é um plano complementar ao Plano Brasil sem Miséria, do Governo Federal, lançado em junho. “O objetivo desse plano é erradicar a miséria no País até 2014 mas, curiosamente, os três estados com os piores indicadores ainda não lançaram seus planos”, afirma.
 
Somente pobres

A extrema pobreza atinge 18% da população cearense e representa 9,24% de todos os indivíduos nesta situação no País. Segundo Manso, seriam necessários R$ 300 milhões por ano para que o Estado elevasse esse contingente da situação de miséria para a de somente pobres.

Este contingente de miseráveis (18%) iguala o Ceará a países como Indonésia (que tem 18,10% de sua população em extrema pobreza), Costa do Marfim (16,10%), Papúa Nova Guiné (16,10%) e Timor Leste (18,10%) - dados 

de 2008.

“Isso limita nosso mercado interno, pois são pessoas fora do mercado consumidor e produtor”. Carlos Manso não acredita que o Brasil conseguirá erradicar a miséria até 2014. “O prazo é muito curto. Estados como Santa Catarina, que possui 5% de sua população na extrema pobreza, talvez consiga, ms não os do Norte e Nordeste. Mas podemos reduzir este índice. É algo que não se faz em uma única administração. Deve ser um compromisso assumido pelos próximos governantes”, diz.
 
Estruturantes

Como o Ceará pode enfrentar este desafio? Segundo os autores da pesquisa, com projetos estruturantes e infraestrutura social, especialmente educação, saúde, crédito produtivo, e um plano de erradicação da miséria. “Os projetos estruturantes sozinhos não são capazes de reverter o quadro sócio-econômico. Quem está na extrema pobreza vai se beneficiar só das migalhas que cairão de cima. Baixa educação, gera baixa renda que gera pobreza”, finaliza.

Como erradicar a pobreza

1ª Ação. Realização de um Censo demográfico da Pobreza, que reconheça as pessoas e as várias dimensões do problema, a dispersão regional, determinando aonde deveria ocorrer um choque de oferta de serviços públicos.
 
2ª Ação. Geração de empregos, programas de transferência direta de renda, retorno de ativos para os pobres e fornecimento de bens públicos. É fundamental a integração dos diversos programas mantidos pelas secretarias estaduais e municipais, para que se potencialize o efeito sobre os beneficiários.
 
3ª Ação. Uma proposta de controle que inclua o Conselho Federal e os Conselhos Estaduais e Municipais de combate à extrema pobreza, bem como possibilitar visitas regulares de agente governamental aos beneficiários, para monitorar o resultado das ações.
 
4ª Ação. Estabelecimento e o controle de metas que o Ceará e seus municípios terão que atingir em relação aos índices sociais. Combater também o desperdício de recurso público destinado à implementação de ações governamentais para o atingimento dessas metas.
 
5ª Ação. Atenção especial às políticas progressivas, notadamente o acesso a bens públicos essenciais como saúde, fornecimento de água e saneamento e, principalmente, educação. Não é possível superar permanentemente a miséria sem um amplo programa de educação de qualidade, desde os níveis mais elementares.

6ª Ação. Uma política nacional de tratamento da dependência química, com a construção de uma rede de unidades de tratamento na qual se beneficiem também as famílias dos doentes.
 
7ª Ação. Acabar com as renúncias fiscais como forma de atração de investimento. Pesquisas recentes apontam que não existe diferencial de renda significativo entre os habitantes das diversas regiões brasileiras desde que tenham o mesmo nível educacional. Enquanto persistirem as diferenças regionais de aporte de recursos em educação, persistirão as desigualdades regionais de renda e desenvolvimento no Brasil.
 
8ª Ação. A reforma do Sistema Tributário não pode estar à margem dos objetivos de erradicação da miséria e redução da pobreza no País. No Brasil, 56% dos gastos sociais do Governo Federal retornam ao Estado na forma de tributo, evidenciando que, em termos proporcionais, os mais pobres sofrem uma incidência maior dos tributos. Além disso, a distribuição dos recursos entre as unidades subnacionais não possui equidade, gerando oferta desigual de bens públicos.
 
Fonte: Lep/Caen-UFC
Rebecca Fontes

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Políticas Públicas e Urbanização

Seminário aponta os problemas e a precariedade das políticas públicas nas metrópoles latino-americanas

Publicado em setembro 5, 2011 por HC


Com problemas semelhantes, as cidades da América Latina enfrentam o mesmo desafio de buscar políticas públicas para garantir um desenvolvimento social e econômico que possa assegurar, ao mesmo tempo, a preservação do ambiente e a qualidade de vida. No dia 18 de agosto, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) e o Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP promoveram o seminário “Desafios socioambientais às megalópoles latino-americanas: os casos de São Paulo e da Cidade do México”.
A professora Naxhelli Ruiz, da Universidade Autônoma do México, apresentou as características da expansão da Cidade do México, que é a mais rica e populosa daquele país. “Em muitos países desenvolvidos, a expansão urbana leva à absorção completa das zonas rurais circundantes e à transformação da vida rural”, observou Naxhelli. “Esse fenômeno substitui o modelo centro-periferia anterior ao desenvolvimento e prescreve uma nova ordem mundial nas formas espaciais.”
A relação entre empregos e moradia na Cidade do México foi apresentada pelo professor Manuel Suares Lastra, do Instituto de Geografia da Universidade Autônoma do México. “Junto com as características socioeconômicas da população, há uma influência clara do local de trabalho sobre a escolha do local de moradia. A mobilidade residencial é um mecanismo que age, portanto, nas alterações da estrutura urbana.” A solução encontrada pelos moradores para facilitar a mobilidade denota o descaso do governo para solucionar os problemas de trânsito.
Lastra apresentou vários gráficos que demonstram que o tempo que a população perde no trânsito é cada vez maior. Com 22 milhões de habitantes na área metropolitana, a Cidade do México enfrenta os mesmos problemas da cidade de São Paulo, como ineficiência energética, falta de saneamento básico e a poluição atmosférica.
Outro exemplo dos problemas causados pelo crescimento urbano e demográfico é o da cidade de La Paz, na Bolívia. Um estudo organizado por Paul Van Lindert, da Universidade de Utrecht, na Holanda, analisou a cidade desde 1984 e a cada cinco anos. La Paz está situada a 4 mil metros acima do nível do mar. “O objetivo da pesquisa é investigar através do tempo a alteração da composição da população. Ou seja, suas características gerais, história da migração e status socioeconômico”, esclareceu Lindert. “Temos procurado vincular esses dados às informações sobre habitação, os serviços urbanos e a organização social.”
O professor trouxe uma sequência de fotos que documentam as mudanças urbanas em La Paz. As imagens registram o crescimento desordenado, a ocupação indevida nas encostas e os constantes desabamentos.
Destino das águas – “A impressão que tenho é que estou vendo São Paulo nas imagens de La Paz e da Cidade do México”, comentou o professor Wagner Costa Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da USP e coordenador do Grupo de Ciências Ambientais do IEA. “São os mesmos problemas e os mesmos desafios.”
Ribeiro apresentou o drama do estresse hídrico na região metropolitana de São Paulo. “Analisar a oferta hídrica na cidade é um exercício necessário e permanente. A dinâmica social que ocorre na principal metrópole brasileira impõe situações novas numa velocidade intensa, que apresenta desafios a gestores, tomadores de decisão e à sociedade civil.”
Ribeiro lembra que, além do consumo de 10 milhões de habitantes, a água é destinada ao uso industrial. “Tal conjunto de atividades gera um quadro complexo. Por isso, é preciso analisar a oferta e a demanda hídricas na escala da região metropolitana. Parte da água utilizada é captada em municípios que estão em outro Estado da federação, o que obriga a levar a análise à escala federal, ampliando a complexidade da resolução do abastecimento hídrico no maior aglomerado urbano do Brasil.”
O uso da água, segundo informou o professor, é muito diversificado e pode gerar maior ou menor necessidade hídrica. “Esse uso deve ser discutido à luz da melhor técnica empregada, que nem sempre é a de maior produtividade.”
Para direcionar e preservar o destino da água, na avaliação de Ribeiro, é fundamental definir uma forma de ação política que confira à macrometrópole uma capacidade de gestão articulada. Sugere a constituição de um conselho político para cada região metropolitana, com representantes dos setores organizados da sociedade – trabalhadores, industriais, estudantes, pesquisadores, ambientalistas, comerciantes e políticos – para avaliar as tendências de médio e longo prazos do desenvolvimento econômico, que deve se pautar na diminuição das desigualdades sociais. Também lembra a importância de um conselho político, com representação das três regiões metropolitanas e o estabelecimento de uma gestão junto a prefeitos, para que definam, a partir de indicações dos conselhos políticos, políticas públicas articuladas, que garantam o acesso à água de qualidade aos habitantes da macrometrópole.
Reportagem de Leila Kyiomura, do Jornal da USP, publicada pelo EcoDebate, 05/09/2011
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

domingo, 7 de agosto de 2011

Educação - criação de novas Universidades Federais

Investimento em educação

Dilma vai criar pelo menos quatro novas universidades federais

Publicada em 06/08/2011 às 10h43m
Demétrio Weber (demetrio@bsb.oglobo.com.br)06/08/11

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff anuncia, nos próximos dias, a criação de novas universidades federais. O Ministério da Educação (MEC) está finalizando a proposta, que detalhará o valor global do investimento e a localização das instituições. Em conversas com reitores, o ministro Fernando Haddad já teria mencionado a intenção de erguer pelo menos quatro novas universidades, mas o número pode ser ligeiramente maior.



A expansão da rede federal de ensino superior foi precedida de um levantamento, em todo país, da oferta de vagas em faculdades públicas. Esse número foi comparado com o tamanho da população. Pará, Ceará e Bahia estão entre os estados que deverão ser escolhidos para sediar as novas universidades. Santa Catarina é outro que pode aparecer na lista.

O MEC informa que a proposta está em fase de elaboração, mas não fornece detalhes. No ministério, fala-se que o anúncio das novas instituções deverá ocorrer no próximo dia 16. Além de criar universidades, o governo deverá lançar novos campi em instituições já existentes. A expansão dará continuidade ao projeto iniciado no governo Lula, que criou 14 universidades - algumas delas a partir de desmembramentos ou da federalização de instituições já existentes.

O vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Alvaro Prata, diz que a ampliação da rede federal está em estudo no MEC. Segundo ele, o ministro já conversou com diferentes reitores:

- O governo tem uma proposta de seguir a expansão das universidades. E está se baseando no número de alunos, na oferta de instituições públicas e federais por habitante - conta Prata, que é reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O mapeamento da oferta pública, segundo ele, identificou que há a necessidade de uma nova federal em Santa Catarina: precisamente em Blumenau, no Vale do Itajaí. Prata diz que foi sondado pelo ministério para saber se a UFSC teria condições de abrir um novo campus na região. Segundo o reitor, porém, a universidade está empenhada em consolidar três campi já em funcionamento, além da sede em Florianópolis. Por isso, não teria como bancar mais um.

O vice-presidente da Andifes defende tanto a criação de novas universidades quanto a liberação de mais verbas para as atuais 59 instituições federais em funcionamento:

- Entendemos que a expansão das universidades não está terminada. É preciso dar sequência a esse projeto. As universidades existentes precisam ter condições de consolidar a expansão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/05/dilma-vai-criar-pelo-menos-quatro-novas-universidades-federais-925075625.asp#ixzz1UOzcu9MM
 
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Observatório de Políticas Públicas para Territórios (OPPTE)

O Observatório de Políticas Públicas para Territórios (OPPTE) pretende contribuir para discussão do desenvolvimento territorial, monitorando especialmente as políticas públicas implementadas para este fim, e também as ações da sociedade organizada e do setor produtivo.
O Observatório de Políticas Públicas para Territórios (OPPTE) busca articular universidades e centros de pesquisas do norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul do Brasil, para formar uma rede de instituições convergentes na análise, monitoramento e avaliação de políticas públicas de desenvolvimento territorial, tendo o Portal Desenvolvimento e Território (http://desenvolvimentoeterritorio.cariri.ufc.br/) como o ponto permanente de encontro daqueles que formarão a Rede Nacional de Pesquisadores sobre Desenvolvimento e Território.
Este Blog é um dos instrumentos de comunicação do Observatório e da Rede com a Sociedade e com a Comunidade Acadêmica.

Políticas Públicas para os Territórios

Ignacy Sachs reafirma importância dos Territórios da Cidadania


Um dos mais importantes programas sociais do Brasil "que teve a coragem de enfrentar a pobreza nos grotões". Assim é definido o Programa Territórios da Cidadania pelo professor Honorário da École des Hautes Études em Sciences Sociales (Escola de Altos Estudos em Ciência Sociais) de Paris (FR), Ignacy Sachs. O professor que ajudou a conceber o programa foi recebido pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF).

Durante o encontro, Ignacy destacou a importância de desenvolver parcerias internacionais com países que de biomas parecidos aos brasileiros. Citou como exemplo a Índia que possui áreas com características semelhantes ao do Seminário nordestino e a Polinésia que tem um bioma tropical úmido com semelhança ao ambiente amazônico.

Neste sentido o professor indicou a possibilidade de intercâmbio de técnicas e conhecimentos que permitam preservar os recursos não renováveis e ao mesmo tempo aumentem a produtividade. “Existe um estreito caminho que devemos buscar. É possível desenvolver estratégias de desenvolvimento que sejam ao mesmo tempo socialmente includentes e ambientalmente sustentáveis”, conclui Ignacy.